terça-feira, 28 de agosto de 2012

Dança Cigana com elemento CHAPÉU



Na oficina de dança cigana com o chapéu iremos experimentá-lo nos quatro elementos da natureza:

TERRA, ÁGUA, FOGO E AR.

Em cada um destes elementos o chapéu tem um contexto singular e será manifestado a partir da vivência na dança.

Movimentos, deslocamentos e 
posturas serão apresentados!

Além disso, trazer o conteúdo feminino reconhecendo e se apropriando do masculino na dança irá realçar a intenção e o propósito que cada um tem verdadeiramente em si para a dança com o chapéu. Sendo o masculino o pólo yang, ativo, positivo, que projeta para fora os conteúdos do interno, receptivo e negativo pólo feminino, a dança será um veículo para novas descobertas de si mesmo.

Quando a Cigana utiliza o chapéu na sua dança está representando um ideal masculino, que pode ser o pai ou algum homem importante para ela. Ela também usa o chapéu se há a necessidade de manifestar algo que promova a representação da união entre o céu e a terra, já que a Cigana dança com os seus pés descalços. Ou seja, a concretização e realização no plano material de uma ideia ou propósito.

O Cigano, quando utiliza o chapéu na sua dança, demonstra maturidade e respeito pelas forças entre o céu e a terra ao manter sua cabeça coberta. Se estiver dançando com a cigana pode utilizá-lo no gestual para cortejar, revelar as suas intensões e proteger a Cigana.


A Oficina de Dança Cigana com o elemento Chapéu será sábado, dia 01 de setembro de 2012, as 14h. Na Casa Z Cultura e Dança Cigana, em Novo Hamburgo.

Melhores informações: 51 9639 0707 ou carolinebklipel@hotmail.com

OPTCHÁ!

segunda-feira, 20 de agosto de 2012

31 de Agosto - LUA CHEIA, Lua Azul

... tens que abrir a mão se queres pegar a água...


É chamada de Lua Azul a ocorrência de uma segunda lua cheia em um mesmo mês. Este evento acontece uma vez a cada 2 ou 3 anos. Neste ano, 2012, teremos este evento no dia 31 de agosto. E o próximo acontecimento está previsto para 2015. O termo lua azul surgiu no século XVI, porque as pessoas a viam azulada ou cinza. Devido a extensa periodicidade com que ocorre o evento o termo também passou a designar situações impossíveis!

Acontecimento de muita força magnética e poder espiritual, pela plenitude da fase lunar. É considerado um tempo entre os tempos, onde se torna mais fácil alcançar o mundo entre mundos. Sendo a Lua Cheia o momento em que Ela se deixa inundar pela  luz  Solar, forma-se  na Lua Azul a capacidade mais plena e
absoluta geradora de nosso Planeta. Neste período, a colheita é mais farta, o poder é maior, os resultados são mais rápidos. Cuidado com o que você pedir, poderá acontecer!

O ano de 2012 soma 5 e faz parte de vários movimentos cósmicos que formam o marco para evolução  humana. Com o cinco introduzimos a ideia de velocidade, de movimento; e como esta é a relação entre o espaço e o tempo, podemos dizer que estamos criando o novo tempo. Inspiração, compaixão e sensibilidade são necessárias para esta construção. Quanto mais nos mantivermos abertos e puros, sendo verdadeiros em nossas intensões apoiadas na energia do amor crístico, melhor preparados estaremos para as transformações que se seguirão daqui por diante.

A liberação de velhas feridas traz a necessidade do perdão, o auto-perdão. As mudanças de 2012 estão atuando para expandir a consciência humana dissolvendo e desintegrando as ilusões. É importante aceitar e compreender este importante processo ao qual estamos passando para que o verdadeiro eu possa emergir em unidade com os propósitos divinos. Portanto, vamos aproveitar essa Grande Lua Azul e refletir, reavaliar, aceitar e perdoar a si mesmo, em primeiro lugar. E nos colocar à disposição dessa energia cósmica e receber a prosperidade de que somos merecedores!

Eu convido à todos, que quiserem participar de um momento coletivo, para uma aula aberta de Dança Cigana em celebração a Lua Azul, no dia 31 de agosto de 2012, 19h e 30min, na Casa Z Cultura e Dança Cigana, em Novo Hamburgo - RS.

Melhores informações: carolinebklipel@hotmail.com

Tragam os seus corações e venham comemorar conoscco!!!

quarta-feira, 15 de agosto de 2012

A Dor faz parte, o Drama é opcional

Este texto à seguir foi retirado do jornal Bem Estar, n°53, agosto de 2012.Resolvi postar tal como está no jornal, pois nele já está contido tudo o que eu penso a respeito deste tema. E tenho me deparado constantemente com pessoas trazendo este questionamento: Sofremos por quê?Lembrando que todos os dias temos novas oportunidades de mudanças, de planejamentos e realizações, basta escolhermos sermos felizes e estarmos em comunhão com o propósito divino pertinente a cada um. Parece fácil, mas requer compromisso e transpiração, disciplina, amor e humildade!


"Esquivando-se do sofrimento perdemos também a felicidade. A dor é inevitável. O drama é opcional.


Definitivo, como tudo o que é simples: nossa dor não advém das coisas vividas, mas das coisas que foram sonhadas e não se cumpriram.Porque sofremos tanto por amor?O certo seria a gente não sofrer. Apenas agradecer por termos conhecido uma pessoa que gerou em nós um sentimento intenso e que nos fez companhia por um tempo razoável, um tempo feliz.

Sofremos por quê?

Porque automaticamente esquecemos tudo o que foi desfrutado com ela e focamos nos aspectos irrealizados, passamos a sofrer pelas nossas projeções, por todas as cidades que gostaríamos de ter conhecido e não conhecemos, por todos os shows e livros e silêncios que gostaríamos de ter compartilhado e não compartilhamos. Por todos os beijos cancelados pela eternidade, não em tantos que beijamos.

Mas, poderíamos ser agradecidos por tudo o que vivemos com uma pessoa que amamos e nos amou, não é? Porque tantas coisas boas vividas com alguém não geram sentimentos de dádiva e agradecimento?

E no trabalho? Sofremos não porque é desgastante e paga pouco, mas por todas as horas livres que deixamos de ir no cinema, conversar com amigos, nadar, namorar. Podemos melhorar nosso trabalho? Podemos. (Ou então mudar de trabalho). Porque escolhemos a queixa e o sofrimento?

Sofremos não porque nossa mãe é impaciente conosco, mas por todos os momentos em que poderíamos estar confidenciando a ela nossas mais profundas angústias se ela estivesse interessada em nos compreender. Procuramos entendê-la ou simplesmente lamentamos por ela não poder ser tudo o que esperamos e idealizamos?

Sofremos não porque nosso time perdeu, mas pela euforia sufocada. Mas, vale a pena sofrer pela derrota de um time num esporte em que vencer ou perder é a graça de tudo?! Criamos dor em algo tão superficial, por quê?

Sofremos não porque envelhecemos, mas porque o futuro está sendo confiscado de nós, impedindo assim que mil aventuras nos aconteçam, todas aquelas com as quais sonhamos e nunca chegamos a experimentar. Mas, quantas coisas interessantes podem ser vividas com uma idade mais avançada e novamente não estão sendo cogitadas...

Como aliviar a dor do que não foi vivido?!

A resposta é simples como um verso: se iludindo menos e vivendo mais!!!

A cada dia que vivemos mais poderemos nos convencer que o desperdício da vida está no amor que não damos, nas forças que não usamos, na prudência egoísta que nos faz não arriscar.

Por medo de sofrer não nos arriscamos a viver.

Esquivando-nos do sofrimento perdemos também a felicidade.

A dor na vida é inevitável - ninguém nunca afirmou ser possível viver sem sofrer. Já o drama é opcional."

terça-feira, 14 de agosto de 2012

Oficina de Dança Cigana - CHAPÉU



A História do CHAPÉU - e algumas curiosidades também

O chapéu é um item do vestuário que surgiu nos povos primitivos aproximadamente 4.500 anos a.C. Inicialmente, foi criado para proteger a cabeça das intempéries do tempo - sol, chuva, frio. Mais adiante, este adereço passou a ser utilizado para a caracterização do sexo masculino salientando a sua responsabilidade pela defesa da tribo. Posteriormente, foi associado aos níveis sociais: os reis usavam coroas, os sacerdotes a mitra e os guerreiros o elmo.



Tanto masculino quanto feminino, o chapéu foi fortemente influenciado pela moda adquirindo, ao longo do tempo, diversos formatos e associando-se à uma função social, profissional ou cultural. Dessa forma, ele se tornou em um importante elemento que caracteriza a personalidade de uma determinada pessoa pela sua forma, cor e material. Houve períodos na história que a etiqueta indicava a nenhum senhor, senhora, nem mesmo uma criança ousar sair de casa sem o adorno.



O uso do chapéu na dança segue a expressão cultural e figurativa da vestimenta que caracteriza uma determinada região. Por exemplo: no Samba de Gafieira diz-se que, antigamente, o malandro da Lapa fazia uso de um terno branco, sapatos preto e branco, ou marrom e branco e, por debaixo do paletó, camisa preto e branca ou vermelha e branca, listradas horizontalmente, além de um Chapéu Panamá ou Palheta. Já, no tango os homens usam camisas de seda e calças com corte afunilado nas pernas. Chapéu, que pode ser de dois tipos: o chambergo tem abas longas e fica meio de lado na cabeça do homem, cobrindo um dos olhos. Ou, o funghi, que vem de fungo, possui abas curtas e era mais usado pelos homens da periferia.



Simbolicamente, o chapéu representa um significado muito especial, pois este ocupa o lugar mais alto do corpo: a cabeça. Por estar mais perto do céu e sediando o consciente/inconsciente a cabeça é considerada a capital do corpo. Sendo assim, ele protege tanto a cabeça (sol) quanto o seu conteúdo. Exerce uma função intermediária entre o céu e a terra protegendo o próprio indivíduo dos seu extremos, a água e o fogo. Sugere a capacidade de concretização e realização das idéias assumindo uma natureza masculina, forçando o indivíduo a assumir e a integrar os seus propósitos internos com o mundo externo.