segunda-feira, 29 de setembro de 2014

A Erva da minha Avó

É muito bom honrar os ancestrais. As culturas mais antigas sempre indicam este caminho. Encontrar um meio para se fazer isso é importante. Pois, nem sempre o reconhecimento se dá pessoalmente. Podemos passar muito tempo na jornada da vida até compreender a necessidade dessa atitude. E, até mesmo, as vezes só depois de algumas gerações é que abrimos mais a nossa consciência tornando possível o reconhecimento. Seguindo no rastro de honrar os ancestrais, lembrei que minha avó Ely sempre usava uma determinada erva para diversos males chamada CONFREI.


Segundo o livro O Poder das Ervas, de Adele G. Dawson (1991), o confrei é uma planta perene que tem a proteção do planeta Saturno. Seu nome em grego significa "crescer junto". E sua propriedade de cura é unir e cicatrizar.

É uma erva fantástica para diversos males. Principalmente, as fraturas tanto externas quanto internas, desde que preparada conforme indicado para cada situação. As folhas podem ser aplicadas em cortes no local afastando a dor e evitando o inchaço. A erva também pode ser usada para problemas respiratórios auxiliando na expectoração, pois ela tem ações emolientes e adstringentes. Para o trato estomacal e intestinal é igualmente indicada. Já que possui substâncias poderosas para a formação epitelial indicada para prevenir e curar úlceras.

O confrei contém potássio, cálcio, fósforo, ferro, magnésio e cobalto. Vitamina B, B11 e B12, C e E. Combate: artrite, asma, pé-de-atleta, escaras por permanência no leito, inchaços na juntas, hemorroidas, torceduras, cortes, feridas, picadas, bronquite e contusões.

Essências florais de confrei também são utilizadas em vários sistemas florais. Como floral é indicado para momentos onde os traumas bloqueiam a energia vital trazendo a sensação de esgotamento das forças e para perfis de autodestruição. Resgata a tranquilidade, tem ação regeneradora, desperta a consciência para o potencial de estruturação e reconstrução da vida.

Vó Ely: obrigada por ter ensinado seu netos sobre o confrei. Mesmo que, "eu" particularmente, só tenha me despertado para ele recentemente!


domingo, 21 de setembro de 2014

A Importância do Círculo de Mulheres


Precisamos (re)aprender a nos apoiar como mulheres e reconhecer, novamente, a força feminina. Não falo de política, mas sim de atitudes. Não recrimino os homens, mas os incluo nesse movimento. Pois, eles também têm a sua sensibilidade afetada pela opressão sofrida ao elemento feminino nos últimos séculos.
Fortalecer os grupos de  mulheres ajudam a sustentar a reconexão com o lado natural de ser. A ligação com a Mãe Terra se dá pela mulher, que no seu organismo vivencia seus ciclos em comunhão com a vida-morte-vida. A mulher está afinada com o conhecimento dos elementos da natureza, com a percepção das emoções, com a intuição. Ela é guiada pela sabedoria da Lua. Ela compreende os círculos e seus entornos.
Nos últimos séculos, historicamente, fomos sendo distanciadas de nosso centro de poder. Esse movimento segregou os atributos femininos causando graves conflitos de identidade e personalidade. Além disso, as atribuições da mulher na sociedade passaram a se confundir. E costumes que na era do matriarcado eram aceitos, em um instante passaram a perder significado. Tudo isso em nome de posses, disputas, guerras.
Reunir as mulheres para compartilhar as suas sabedorias passa longe de regressar há um período remoto da humanidade. Na verdade, o propósito desse movimento é nos reconhecer. Ou seja, conhecer de novo os segredos da terra e suas curas. Além de compreender melhor os movimentos internos que ocorrem com cada uma de nós e entender a causa de muitos efeitos que sofremos por não podermos mais exercer o nosso feminino com toda a sua expressão.
Parando para refletir, em muitos aspectos da nossa vida cotidiana podemos perceber o distanciamento do elemento feminino. Ou seja, o distanciamento do nosso lado Ser. O mais doloroso fisicamente são as cólicas menstruais e a TPM. Mas, é preocupante o excesso de consumo que nos é imposto inconscientemente. A falta de conexão com a essência feminina nos afasta da saciedade, produzindo a sensação de falta. Para suprir essa falta e os incansáveis desejos nós compramos. Compramos qualquer coisa!
E assim, esquecemos o Ser Mulher, de alimentar a nossa essência, de comungar com a Terra e respeitar os seus ciclos, de aprender com a lua, de ensinar aos nossos filhos sobre nutrição física, mental e espiritual. Somos fortes, e somos mais fortes quando nos unimos, pois toda a natureza vem pelo poder feminino!

segunda-feira, 8 de setembro de 2014

A mulher que dança

A mulher que dança foi embalada pelas águas do seu sentir dentro do ventre da sua mãe.
Depois de nascer, ainda pequenina, queria segurança em seu colo e chorava por um embalo.
Se sua mãe não cantarolava uma canção, gostava de encostar a cabecinha entre os seios e escutar o som que vinha do coração.
A plenitude era curtir o embalo no colo da mãe, que sem querer já ensinava o ritmo básico da dançar.
Maiorzinha, as vezes vestia as roupas e os sapatos da sua mãe para embalar as bonecas.
As vezes, até usava um chapéu para lembrar que o pai também embala seus filhos.
Serelepe, ao ouvir uma música seu corpo se punha a dançar.
A mulher que dança encontra todos os ritmos, mesmo que na sua imaginação.
Ela conhece o seu corpo e os seus sentimentos por isso reconhece o movimento da vida.
Dança em linha, dança em roda, dança sozinha.
Acredita que tudo na vida é uma dança vivida.
Criança, moça ou velha, ela sempre encontra tempo para expressar seus sentimentos e movimentar o seu corpo.
A dança é um alimento para a sua alma!