quarta-feira, 29 de julho de 2015

As vezes temos que arrumar o armário!


Ontem passei o dia inteirinho arrumando o armário de roupas. Já fazia algum tempo que a Deusa da Bagunça, aquela querida brincalhona que vive remexendo as pratilheiras e gavetas imperava por lá. Mas, como todo reinado tem um tempo para ceder, resolvi atender ao chamado humanitário e passar alguns artigos à diante. 

Dei-me por conta de tantas as vezes que protelei essa tarefa. A cada peça retirada daquele armário transbordante uma lembrança surgia em minha mente. Do tipo o dia em que comprei, a pessoa da qual ganhei, algum momento especial vivido, e uma a uma meus sentimentos também foram ficando revirados. Na verdade, durante essa arrumação observei que eles já estavam revirados. E por isso, naquele armário, a Deusa da Bagunça se fez Rainha para me sinalizar o que realmente acontecia nas gavetas e pratilheiras do meu coração e da minha mente.

Não sou apegada, virtude que herdei do meu pai; mas tenho aquela predileção por alguma ou outra coisa que conservo por anos, essa virtude herdei da minha mãe. Então, porque levei tanto tempo para arrumar o armário bagunçado? Ou melhor, porque fui permitindo lentamente que a desordem se instalasse ali? Essas foram as minhas primeiras reflexões num misto de raiva e desaprovação. Peça por peça, cada uma foi uma decisão tomada, ficar ou largar; continuar com ela ou passar à diante.

Passado essa etapa de julgamentos iniciei a organização novamente nos compartimentos do armário, e para minha surpresa o sentimento de leveza foi invadindo meu coração. A alegria de olhar aquelas gavetas arrumadinhas, e as blusas dobradinhas, as calças penduradas, os lenços acomodados, tudo respirava novamente, inclusive eu. Olhei para o lado e uma sacola cheia de roupas aguardava o seu destino - um novo corpo e um novo armário. Elas estavam felizes e eu também. Agradeci pelo tempo que passaram comigo todas as experiências de momentos que me enriqueceram de sabedoria de vida. E desejei uma boa sorte para elas e para quem irá se beneficiar com o uso delas.

Assim, é a vida. Sempre haverá um armário, alguns objetos, uma sacola, dúvidas, inseguranças, questionamentos. Para nos mostrar que podemos transformar, transmutar, agradecer, e libertar!


segunda-feira, 6 de julho de 2015

Amor, Ilusão, Tempo e Sabedoria





...Historia do Amor,

Era uma vez, em uma ilha, onde moravam todos os sentimento:
- Alegria
- Tristeza
- Vaidade
- Sabedoria
- Riqueza ... e todos os outro sentimentos além do AMOR.

Eram felizes, até que um dia avisaram aos moradores daquela ilha que ela iria afundar. Todos os sentimentos se apressaram a sair da ilha. Pegaram seus barcos e partiram. Mas, o Amor ficou porque queria ficar mais um pouco com a ilha antes que ela afundasse. Quando estava quase se afundando o Amor começou a pedir ajuda.


Nesse momento, passava a Riqueza num lindo barco. E o Amor disse:
- Riqueza, leve-me com você!
- Não posso, há muito ouro e prata em meu barco, não há lugar para você.

Então, ele pediu para a Vaidade que vinha passando:
- Ajude-me, Vaidade!
- Não posso, Amor, você está todo molhado e vai estragar meu barco novo.

O Amor foi pedir a Tristeza:
- Deixe-me ir com você...
- Ah, Amor, prefiro ir sozinha...

Logo, passou a Alegria, mas ela estava tão alegre que nem sequer ouviu o Amor chamá-la. Já, desesperado, o Amor começou a chorar. Foi quando ouviu uma voz chamá-lo:
- Venha, Amor, eu levo você.

Era um velhinho, e o Amor ficou tão feliz que esqueceu de perguntar o seu nome! Chegando a outra ilha ele perguntou a Sabedoria:
- Sabedoria, quem era aquele velhinho que me ajudou?
- Era o Tempo, Amor.
- O Tempo? Mas, porque só o Tempo me trouxe até aqui?
E a Sabedoria respondeu:
- Só o Tempo é capaz de entender o Amor! "Autor desconhecido"