Danças Circulares Sagradas



DANÇA CIRCULAR SAGRADA, por Silon Ramos de Andrade:


A Dança Circular Sagrada é tão antiga quanto as primeiras humanidades que pisaram na superfície do Planeta Terra. É uma ferramenta para elevação do Ser - um legado de altíssima grandiosidade espiritual. Um dos mais antigos meios de alteração de consciência.

A filosofia da Dança Circular Sagrada visa o desenvolvimento consciencial do Ser, através da música sagrada, da coreografia, dos movimentos rítmicos e do silêncio dos seus passos, nos seus espaços. A música com seus movimentos energiza e eleva os participantes aos níveis superiores vibracionais de Consciências, de Pura Luz.

A Dança Circular Sagrada é um instrumento de resgate da humanidade atual, que faz parte do compromisso para despontar ao Caminho de Luz. E para despertar o conhecimento há muito tempo esquecido dos Mistérios da Natureza. A energia produzida pela Dança Circular Sagrada, faz parte do arquétipo da nova humanidade que nasce para habitar o nosso Planeta Terra.





AS DANÇAS CIRCULARES SAGRADAS

“... para aqueles que pensam como nós, as coisas dançam por si próprias; vêm e dão-se as mãos, riem-se e fogem... e tornam a vir. Tudo passa tudo volta; eternamente rola a roda do Ser.” F. Nietzsche



 As danças circulares nos remonta ao homem primitivo, que reconhecendo a circunferência de todas as manifestações do Universo também passou a se organizar e representar essa geometria sagrada. Sagrada, pois, nessa forma nos conectamos com o divino de maneira sutil e fluida percebendo e aceitando o círculo, a esfera, a o ponto como sendo A unidade Deus.

Dançar põe o corpo em movimento. Podemos dizer, então, que a energia em movimento também é uma forma de dança. E, assim, tudo no universo dança, pois tudo está em movimento. Mesmo que não sejamos capazes de perceber em um determinado nível ou dimensão este movimento se dá numa ordenação marcada por algum ritmo. Quando dançamos deixamos o ritmo dar a ordem e essa permissão faz com que a manifestação divina se torne possível, pois entregamos nosso corpo ao nosso espírito e por meio dele a criação surge. 

Nessa fase da dança onde a comunhão com o divino se faz de forma consciente ou inconsciente encontramos a si mesmo, logo, a dança também é um processo de autoconhecimento. No caminho do autoconhecimento guiado pela dança o corpo é um objeto necessário e importante. Reconhece-se ele como a morada do espírito, que imperfeito aprende através dos passos pela sua caminhada terrena a aperfeiçoar o seu bailado. A partir dessa consciência liberta-se o preconceito e aprende-se a integrar tanto a luz e a sombra – dualidades que em constante pulsação colorem a vida com seus gradientes em pensamentos, sentimento e atitudes. 

É pela integração ao todo, pela necessidade de pertencer a ele, de nos encontrarmos nele e com ele que dançamos. Porém, pelo caminho encontramos o outro e quando estendo a minha mão e recebo a mão do outro encontro a mim. Porque o Eu apenas sabe que ele existe através do Outro. Sem o outro eu não tenho referência, sem referência eu não desenvolvo a experiência, sem experiência não existe troca. 

Representar. Se o homem é um ser capaz de criar, ele é um ser divino. Nesse sentido, dançamos a celebração à vida. A colheita, os ciclos de vida (nascimento/morte), casamentos, os elementos da natureza, os astros do céu, tudo o que possa nos religar ao divino conseguimos representar por meio da criação em dança. Sendo a dança uma dimensão de espaço-tempo nela nos sentimos abertos ao encantamento, cujo convite é a própria experiência de vivenciar o círculo, o centro, o eu e o outro, a luz e a sombra, os passos e as mãos, o ritmo e a harmonia, o caos e a ordem. Ou seja, o constante movimento universal de criação.


Focalizadora: Carol Klipel – centrodaflor.blogspot.com.br



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